CASA Mogi realiza celebração de capoeira

CASA Mogi realiza celebração de capoeira

Evento teve como objetivo realizar batizado e troca de cordões; familiares dos jovens participaram da cerimônia

 

CAPOEIRA
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Vinte e dois jovens que cumprem medida socioeducativa no CASA Mogi Mirim, localizado na cidade de mesmo nome e pertencente à Divisão Regional de Campinas (DRMC), participaram no último sábado (22 de fevereiro) de um evento de capoeira e de uma apresentação musical de maculelê realizados na quadra poliesportiva do centro.

 

Funcionários e 15 familiares dos adolescentes também estiveram presentes à cerimônia, que celebrou o batizado (início da prática regular de capoeira) e a troca dos cordões (graduações) usados pelos jovens nas aulas ministradas pelo instrutor, Caio Souza, da Associação Mundo Melhor, Ong que compartilha a gestão do centro socioeducativo.

 

O evento começou por volta das 14h, com a apresentação dos 12 integrantes do grupo de capoeira Arte e Vida, do mestre José Osmar, mais conhecido como Juninho, da cidade de Guaranésia (Minas Gerais), e dos 10 integrantes do grupo Ginga Arte, do mestre Adilson, de Mogi Mirim.

 

Como explica a articuladora social da Associação Mundo Melhor, Meilene Nogueira, a troca de cordões só pode ser feita por mestres-capoeiras. “A intermediação do contato ocorreu por meio do nosso instrutor, Caio Souza, que convidou os dois grupos para celebrarem esse momento especial e realizarem a troca dos cordões”, disse.

 

Segundo Meilene, a apresentação mais emocionante envolveu o mestre mineiro. "Ele é cadeirante e joga capoeira com total desenvoltura. É uma verdadeira lição de vida para todos", comentou.

 

Após as apresentações do grupo, os adolescentes formaram uma roda e foram chamados para participar do jogo. Após isso, os familiares foram convidados para realizarem a troca dos cordões. Foram três categorias: cordões verde (para os batizados e 2º estágio), amarelo (3º estágio) e azul (4º estágio).

 

Após a entrega e colocação dos cordões pelos familiares, houve mais um jogo entre os recém-graduados e em seguida aconteceu a apresentação de maculelê.

 

Para a articuladora social, o evento foi muito importante, pois conseguiu unir atividades do Quesito Cor com o projeto “É Bom Estar Bem na CASA”. “Nosso objetivo foi valorizar essa cultura brasileira (capoeira e maculelê), como pedem os cadernos do Comitê Institucional do Quesito Cor, bem como a integração entre família, servidores e adolescentes”, definiu Meilene.

 

Ao final do evento, foi servido um lanche da tarde para todos os presentes.