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Ações da Fundação CASA em Campinas promovem reflexão com adolescentes sobre combate ao feminicídio e valorização da vida

Programação uniu oficinas pedagógicas, produção artística e o relato emocionante de um pai que transformou o luto em símbolo de resistência no CAIP Andorinhas

27/03/2026
Foto ilustrativa

O CAIP Andorinhas organizou uma série de ações de prevenção ao feminicído (Fotos: Divulgação/Fundação CASA)

O Centro de Atendimento Inicial e Provisório (CAIP) Andorinhas da Fundação CASA, em Campinas, realizou, entre os dias 7 e 19 de março, uma série de atividades socioeducativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. Inserida nas reflexões do Mês da Mulher, a programação buscou conscientizar os adolescentes sobre a importância do respeito, da empatia e da responsabilidade social.

As atividades foram coordenadas pela docente Daiane Regina, professora da Escola Estadual Dr. Telêmaco Paioli Melges, vinculada ao centro de atendimento, que desenvolveu oficinas baseadas na escuta e na expressão criativa. Durante as rodas de conversa, os jovens debateram temas como a Lei Maria da Penha e os diferentes tipos de violência contra a mulher. Por meio de atividades como produção de textos e elaboração de cartazes, os adolescentes desenvolveram ferramentas para o pensamento crítico e habilidades linguísticas, permitindo que ampliem seus aprendizados sobre o tema.

Utilizando o desenho como linguagem, os jovens criaram materiais com mensagens como “Não é Não”, “Basta de Violência” e “Vidas Importam”. Segundo a professora Daiane, o objetivo foi proporcionar um espaço onde eles pudessem expressar opiniões e sentimentos de forma potente. “Trabalhar esse tema dentro da Fundação CASA é essencial, pois contribui para a formação de cidadãos mais conscientes. Pequenas ações como essa podem gerar grandes mudanças”, relatou a docente.

Um dos momentos mais marcantes da agenda ocorreu no dia 18 de março, com a visita de Delfino José. Convidado a compartilhar sua história, ele relatou o processo de ressignificação após a perda de sua filha, Thaís, vítima de feminicídio há sete anos. Delfino emocionou a todos ao falar sobre o luto e a criação do jardim “Thaís Vive”, instalado em uma praça pública do município como símbolo de memória e transformação.

Ao ser questionado por um dos adolescentes sobre o sentimento de vingança, Delfino destacou que o amor ao próximo é o único caminho possível e que a tragédia atingiu as duas famílias envolvidas.

Para a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, a união entre o conteúdo pedagógico e os relatos de vida reais é fundamental para a transformação dos jovens. “Ouvir uma história de dor transformada em amor e resistência, como a do senhor Delfino, aliada ao trabalho educativo realizado pela nossa equipe, toca profundamente a consciência desses adolescentes. É por meio da educação e da sensibilidade que construímos uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres”, afirmou.

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