Entre os dias 24 e 27 de fevereiro, os Núcleos de Apoio à Política de Cultura de Paz e Comunicação Não Violenta (NAP) da Fundação CASA realizaram encontros com servidores das quatro Divisões Regionais. O ciclo formativo, batizado de "Reunião: Tempo de pausa, escuta e construção coletiva", marcou a chegada da política às regionais e abre caminho para a etapa seguinte: em março, os Núcleos iniciam os trabalhos diretamente nos centros de atendimento.
Servidores da DR2 em Diadema (Foto: Divulgação/Fundação CASA)
Os encontros combinaram dinâmicas de integração, reflexões sobre direitos humanos e resolução pacífica de conflitos, e práticas concretas de Comunicação Não Violenta (CNV), incluindo exercícios de tradução de falas reativas em comunicações baseadas em observações, sentimentos e necessidades. A programação também incluiu simulações de reuniões com foco em tomada de decisão coletiva, preparando os servidores para replicar essas práticas no cotidiano das unidades.
A avaliação foi positiva, com engajamento expressivo dos participantes. O resultado não surpreende quem acompanha a construção da política: os NAPs nasceram justamente para ser referência regional na disseminação dessas práticas, funcionando como multiplicadores entre as equipes dos centros.
Servidores da DR3 em Campinas (Foto: Divulgação/Fundação CASA)
A iniciativa está ancorada na Portaria Normativa nº 513/2025, que instituiu a Política de Promoção da Cultura de Paz e da Comunicação Não Violenta em todas as unidades socioeducativas da Fundação CASA no Estado de São Paulo. A implantação integral deve ocorrer em até seis meses a partir da publicação da portaria, com cada divisão regional realizando no mínimo dois encontros formativos por semestre.
Para a presidente da Fundação CASA Claudia Carletto, os encontros nas regionais representam um passo concreto na consolidação de uma cultura institucional mais humana. "Quando os servidores vivenciam na prática o que é escuta ativa e diálogo respeitoso, eles levam isso para dentro dos centros. A mudança começa nas relações e é ela que transforma o ambiente socioeducativo."
Servidores da DR4 em Iaras (Foto: Divulgação/Fundação CASA)
Segundo o coordenador do Núcleo de Apoio à Política de Cultura de Paz e Comunicação Não Violenta (NAP), Edilson José Gomes, o engajamento dos servidores nos encontros confirmou a relevância da política. "Ver os colegas exercitando uma comunicação diferente, mais consciente e empática, é perceber que a cultura de paz não é abstrata. Ela acontece quando a gente para, escuta e decide junto. É isso que estamos construindo, e em março levaremos esse processo para mais perto ainda dos adolescentes."