SP.Gov.br
sp.gov.br
Z6_086423G03H7OD063KCR0KSDOO0
Z7_086423G03PUOD0635DN7AA0000

Jovens da Fundação CASA no ABCD paulista assistem a espetáculo teatral sobre gerações femininas no SESC Santo André

A peça “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa” uniu dramaturgia, música e dança para promover reflexões sobre identidade da mulher e herança histórica

01/04/2026
Foto ilustrativa

Cada centro de atendimento levou 2 jovens para a apresentação (Foto: Divulgação/Fundação CASA)

Seis adolescentes que cumprem medida socioeducativa em três centros da Fundação CASA localizados em São Bernardo do Campo, Diadema e Santo André participaram de uma experiência cultural no teatro do SESC Santo André. O grupo acompanhou o espetáculo “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”, uma obra de Lígia Helena que articula teatro, música e dramaturgia do corpo no dia 19 de março. 

A peça propõe um mergulho na memória de quatro gerações de mulheres. A narrativa aborda temas sensíveis como herança, identidade e emancipação, evidenciando como as trajetórias femininas são atravessadas por processos de colonização, migração e as pressões do patriarcado ao longo do tempo.

Para muitos dos jovens presentes, a vivência no SESC Santo André representou o primeiro contato direto com a milenar arte do teatro. A encenação, que integra canto e expressão corporal, facilitou a conexão dos adolescentes com a temática, oferecendo um espaço de reflexão crítica e valorização da diversidade.

Segundo o coordenador pedagógico do CASA São Bernardo I, Luís Carlos Benigno, o momento foi inédito para os adolescentes. “Eles gostaram muito da experiência, especialmente pela dinâmica que envolve música e dança. Para jovens que nunca tinham assistido a uma peça, esse contato com as linguagens artísticas é transformador”, destacou.

A atividade faz parte das iniciativas de acesso à cultura promovidas pela Fundação CASA, que buscam oferecer aos jovens ingresso a ambientes e exposições culturais oferecidas pela comunidade, como as unidades do SESC, fortalecendo o repertório social e artístico.

“Proporcionar aos adolescentes o acesso a espetáculos que discutem a identidade e os direitos das mulheres é uma forma de humanizar a medida socioeducativa. Ao ocuparem o teatro para refletir sobre narrativas de emancipação, esses jovens exercitam a empatia e o pensamento crítico, fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e segura”, afirmou a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto.

Complementary Content
${loading}