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Adolescentes da Fundação CASA celebram formatura em curso de Fotografia das Fábricas de Cultura

Em cerimônia marcada por emoção e arte, jovens dos centros Ônix e São Paulo, na capital paulista, apresentaram suas obras e discursos de transformação

06/10/2025
Foto ilustrativa

A imagem mostra um grupo de pessoas posando para uma foto de formatura. Ao centro, há jovens vestidos com uniformes verdes segurando certificados, acompanhados por adultos sorridentes que parecem ser professores ou organizadores do evento.

Em um dia repleto de cor, emoção e simbolismo, cerca de 15 adolescentes da Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC), receberam na última sexta-feira (4) os certificados de conclusão do curso de Fotografia oferecido pelas Fábricas de Cultura, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. As formaturas ocorreram nos centros socioeducativos Ônix e São Paulo, ambos na Vila Maria, na capital paulista, em uma celebração que uniu aprendizado, arte e protagonismo.

 

As cerimônias contaram com a presença da presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, da superintendente de Formação Cultural das Fábricas de Cultura do Catavento Cultural e Educacional, Aline Canciane, do subsecretário de Gestão Corporativa da Secretaria de Estado da Cultura, Daniel Scheiblich Rodrigues, e do educador André Firmiano Virgino, responsável por conduzir as oficinas que revelaram olhares sensíveis e criativos entre os adolescentes. Os servidores das unidades e da Gerência de Arte e Cultura da Fundação CASA, que coordena a oficina das Fábricas, também estavam presentes para prestigiar os jovens.

 

Logo na chegada, os jovens transformaram os espaços em pequenas galerias, pendurando cuidadosamente suas fotografias emolduradas nas paredes. Cada imagem, um fragmento de olhar, uma história contada pela lente. O gesto, simples e simbólico, anunciava o tom do evento: a arte como forma de liberdade, identidade e expressão.

 

Entre discursos e aplausos, alguns adolescentes assumiram o microfone para agradecer a oportunidade e contar o que o curso representou em suas trajetórias. “Eu aprendi a ver o mundo de outro jeito. A câmera me fez perceber que tudo tem detalhe e que nada é igual quando a gente muda o foco”, disse um dos formandos, sob aplausos dos colegas. As apresentações artísticas de rap também emocionaram o público — letras autorais ecoaram no auditório, reafirmando a força da arte como instrumento de transformação e resistência.

 

A presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, destacou o impacto simbólico e pedagógico da iniciativa. “Cada fotografia é uma janela para o mundo, e também um espelho. Esses jovens mostraram que, quando têm acesso à arte e à educação, encontram novas formas de enxergar a si mesmos e o futuro. A parceria com as Fábricas de Cultura representa exatamente isso: oportunidade, visibilidade e esperança concretas, contribuindo diretamente para uma sociedade mais justa e segura para todos”, afirmou.

 

Para Aline Canciane, das Fábricas de Cultura, o encontro entre a arte e a socioeducação revela um caminho poderoso de reconstrução. “A fotografia é linguagem, é memória e é diálogo. Ver esses jovens experimentando a arte com sensibilidade e propósito é a prova de que o processo criativo pode ser também um processo de cura e de recomeço”, destacou.

 

Arte que transforma e continua em movimento

A parceria entre a Fundação CASA e as Fábricas de Cultura foi firmada em julho de 2025 e prevê 32 cursos de formação artística ao longo de um ano, totalizando 320 vagas e cerca de 980 atendimentos. As oficinas abrangem diferentes linguagens — da fotografia à moda, da música ao audiovisual — sempre com foco em protagonismo, capacitação e reinserção social.

 

Durante a cerimônia de lançamento do programa, em julho, adolescentes da Fundação CASA já haviam encantado o público com um desfile de moda autoral e apresentações de rap, mostrando que a arte tem sido uma aliada fundamental na reconstrução de identidades e sonhos.

 

No evento de formatura, entre sorrisos e olhares orgulhosos, ficou evidente que as câmeras não registraram apenas imagens, mas novas formas de enxergar o futuro.

 

Sobre a Fundação CASA

A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA), vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social. Mais informações no site: fundacaocasa.sp.gov.br.

 

Sobre as Fábricas de Cultura

Desenvolvido desde 2007 pelo Governo do Estado, com recursos do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e da Secretaria de Estado da Cultura, atual Secretaria de Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas, o Programa Fábricas de Cultura foi criado para estimular o desenvolvimento integral de cidadãos por meio da valorização e ampliação de universos culturais e de situações de convivência e experimentação artística, bem como incentivar e potencializar a articulação de redes de produção e de circulação cultural. As Fábricas de Cultura oferecem à população uma diversa e intensa programação cultural, com cursos de dança, teatro, música, circo, artes visuais, audiovisual e literatura, além de sessões de cinema, shows musicais, bibliotecas com cerca de cinco mil títulos cada e estúdios de áudio e vídeo. Além disso, as Fábricas de Cultura também funcionam como espaços de formação técnica voltada para o mercado, com estúdios de gravação, teatros e iniciativas nas áreas das linguagens culturais e da economia criativa. São 15 as unidades das Fábricas no Estado de São Paulo. Sete delas são geridas pela Organização Social Catavento: Vila Curuçá; Sapopemba, Itaim Paulista; Cidade Tiradentes; Parque Belém; Santos e São Bernardo do Campo. As oito gerenciadas pela Organização Social Poiesis são: Vila Nova Cachoeirinha, Brasilândia, Jaçanã, Capão Redondo, Jardim São Luís, Diadema, Osasco e Iguape. Estas unidades atendem, ao todo, mais de dois milhões de pessoas por ano.

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