Jovens em cumprimento de medida socioeducativa no CASA Esperança, centro socioeducativo da Fundação CASA em Itapetininga, participaram na última quinta-feira (12/3) do primeiro de uma série de encontros sobre Justiça Restaurativa a serem promovidos na unidade.
A Justiça Restaurativa é uma abordagem que propõe a resolução de conflitos com foco no diálogo, na responsabilização e na reparação de danos, em vez da punição. No lugar de determinar culpados, a metodologia reúne as partes envolvidas em um conflito para que construam juntas soluções baseadas na escuta, no reconhecimento do impacto das ações e no restabelecimento de vínculos. No contexto socioeducativo, a prática contribui para que os adolescentes desenvolvam habilidades de convivência, empatia e resolução pacífica de conflitos.
A atividade no CASA Esperança é conduzida por facilitadores voluntários do Núcleo de Justiça Restaurativa da Prefeitura de Itapetininga e os encontros acontecerão quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, combinando rodas de conversa, dinâmicas, movimentos circulares e palestras. O encontros terão duração de seis meses.
A coordenadora pedagógica do CASA Esperança, Maria Tereza Cavalheiro Martins, destacou a receptividade dos jovens desde o primeiro encontro. "Os encontros fornecem uma série de saberes e ferramentas para resolução de conflitos, centradas nos novos paradigmas de convívio e de sociedade. O sentimento geral entre os jovens ao final do primeiro encontro foi muito positivo, com eles participando bastante da dinâmica."
Para a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, aprender a resolver conflitos pelo diálogo é uma habilidade que o adolescente leva para a vida. "A Justiça Restaurativa ensina que é possível encontrar caminhos diferentes para lidar com o conflito. Quando um jovem vivencia isso na prática, dentro do centro, ele está desenvolvendo algo que vai ser fundamental no seu retorno ao convívio social."